Por:
Diego Coelho
O termo símbolo, com possível origem
no termo grego symbolon, designa um tipo de signo em que o significante
(realidade concreta) representa algo abstrato (religiões, nações, quantidades
de tempo ou matéria, etc.) por força de convenção, semelhança ou contiguidade
semântica (como no caso da cruz que representa o Cristianismo, porque ela é uma
parte do todo que é imagem do Cristo morto).
O "símbolo" é um elemento
essencial no processo de comunicação, encontrando-se difundido pelo quotidiano
e pelas mais variadas vertentes do saber humano. Embora existam símbolos que
são reconhecidos internacionalmente, outros só são compreendidos dentro de um
determinado grupo ou contexto (religioso, cultural, etc.). Ele intensifica a
relação com o transcendente.
A representação específica para cada
símbolo pode surgir como resultado de um processo natural ou pode ser
convencionada de modo a que o receptor (uma pessoa ou grupo específico de pessoas)
consiga fazer a interpretação do seu significado implícito e atribuir-lhe
determinada conotação. Pode também estar mais ou menos relacionada fisicamente
com o objeto ou ideia que representa, podendo não só ter uma representação
gráfica ou tridimensional como também sonora ou mesmo gestual.
REFERÊNCIAS
BENJAMIN, Walter. “Alegoria e drama barroco” in Origem do Drama Barroco Alemão. Trad. Sergio Paulo Rouanet. São Paulo: Brasiliense, 1984.
LINO, Joselita Bezerra da Silva. “Considerações sobre a alegoria” in Dialegoria. A alegoria em Grande Sertão: veredas e em Paradiso. João Pessoa: Idéia, 2004.
JUNKES, Lauro. "O processo de alegorização em Walter Benjamin" .
Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/literatura/article/view/5361