Por: Diego Coelho
Fazendo um contraponto com o conceito de
alegoria pode-se dizer que o símbolo é contrário a tudo que a alegoria
representa. O símbolo é da ordem da lei e das regras, ele prende, torna estático,
serve de elemento unificador para as massas através de um referente comum. Em
outras palavras o símbolo é preso ao seu próprio referente, diferente da
alegoria que pode ser utilizada para transmitir sentidos independentes de seu
referencial o símbolo é restrito por sua própria forma.
Para Benjamin o símbolo ao contrário da
alegoria não se dá por conta dos fenômenos históricos. Para ele seria possível
entender o símbolo como signo das ideias, autárquico, compacto, sempre igual a
si mesmo. Ele é finito por seus sentidos, estático e transparente por não ser
capaz de despertar nada. O símbolo remete a uma ideia fixa e cristalizada.
Ainda segundo Benjamin o símbolo nada comunica, nada significa ele apenas torna
transparente e identifica algo que está para além de toda expressão.
REFERÊNCIAS
BENJAMIN, Walter. “Alegoria e drama barroco” in Origem do
Drama Barroco Alemão. Trad. Sergio Paulo Rouanet. São Paulo: Brasiliense, 1984.
LINO, Joselita Bezerra da Silva. “Considerações sobre a
alegoria” in Dialegoria. A alegoria em Grande Sertão: veredas e em Paradiso.
João Pessoa: Idéia, 2004.
JUNKES, Lauro. "O processo de alegorização em Walter
Benjamin" . Disponível em:
https://periodicos.ufsc.br/index.php/literatura/article/view/5361